4 Mar 2012

Referências - parte 1

De vez em quando alguém me pede dicas de sites e blogs para estar por dentro das tendências em comunicação digital e outras coisas legais. De cabeça, lembro de no máximo 5 ou 6 blogs, pois minha fonte diária de recursos é o Google Reader, meu fiel companheiro há uns bons anos. 

Então decidi exportar os feeds e publicar aqui minha lista de principais referências. Alguns são grandes portais super conhecidos - outros, blogs pessoais cheios de originalidade e novos pontos de vista. Existem, é claro, os preferidos, e os que acompanho só por acompanhar. Estou sempre adicionando novos blogs e retirando os que já não fazem tanto sentido. Espero mantê-la atualizada. 

A lista está dividida entre 6 grupos: Marketing Digital, Publicidade e Social Media; Cultura, pop e tendências; Educação, psicologia e política; Jornalismo, Tecnologia e Negócios; Aplicativos, plataformas e gadgets; AI, usabilidade e dataviz.

PS: essa lista é BEM pessoal, e não é "regra" pra ninguém, ok?

PS 2: aceito sugestões, publiquem nos comentários :)

Sirvam-se e escolham os melhores para fazer parte da salada de vocês ;)

 

Marketing digital, Publicidade e Social Media

All Facebook http://www.allfacebook.com/

Brass Tack Thinking http://www.brasstackthinking.com/

Brian Solis http://www.briansolis.com/

DDB Know More http://ddbknowmore.tumblr.com/

Digital Buzz http://www.digitalbuzzblog.com/

Dossiê Alex Primo http://www.interney.net/blogs/alexprimo/

Emarketer http://www.emarketer.com/

Intelligent Measurement http://intelligentmeasurement.wordpress.com/

Jeremiah Owyang http://www.web-strategist.com/blog/

JWT Intelligence http://www.jwtintelligence.com/

Life Analytics http://lifeanalytics.blogspot.com/

Likeable http://www.likeable.com/

Logic + Emotion http://darmano.typepad.com/

Marketing Tech Blog http://www.marketingtechblog.com/

Mashable http://mashable.com/

Brainstorm #9 http://www.brainstorm9.com.br/

Edelman Insights http://www.edelman.com/insights/

Netbase http://www.netbase.com/

Não Zero http://www.naozero.com.br/

Cris Dias http://www.crisdias.com/

Brief do Lombo http://brief-do-lombo.blogspot.com/

Avinash Kaushik http://www.kaushik.net/avinash/

Our Social Times http://oursocialtimes.com/

Philip Sheldrake http://www.philipsheldrake.com/

PR-Squared http://www.pr-squared.com/

Media Psychology Blog http://mprcenter.org/blog/

Pushing Social http://pushingsocial.com/

Radian6 (ebooks) http://www.radian6.com/resources/

Radian6 (blog) http://www.radian6.com/blog/

Read Write Web http://www.readwriteweb.com/

Simply Zesty http://www.simplyzesty.com/

Social Fresh http://socialfresh.com/

Talent Imitates, Genius Steals http://farisyakob.typepad.com/blog/

Tarcízio Silva http://tarciziosilva.com.br/blog/

Pretty Little Head http://prettylittlehead.com/

Splash Media http://www.splashmedia.com/blogs/splash-media-blog/

Daniel Souza' Favorites https://twitter.com/#!/danielsouza/favorites

ConMetrics http://commetrics.com/

InConMetrics http://www.incommetrics.com/

Guerrilla Blog http://blog.guerrillacomm.com/

Content & Social http://contentandsocial.com/

Coxa Creme http://www.coxacreme.com.br/

Dan Zarrella http://danzarrella.com/

Rabiscos http://www.skrol.com/

Raquel Recuero http://www.pontomidia.com.br/raquel/

Social Media Examiner http://www.socialmediaexaminer.com/

Social Media Analysis http://socialmediaanalysis.com/

Social Media Today http://socialmediatoday.com/

Social Media Explorer http://www.socialmediaexplorer.com/

Monitoring Social Media http://www.monitoring-social-media.com/

Social Mouths http://socialmouths.com/blog/

Socialnomics http://www.socialnomics.net/

Social Times http://socialtimes.com/

SEO de Saia http://www.seodesaia.com.br/

Unplanned http://unplanned.com.br/

Luli Radfahrer http://www.luli.com.br/

Comunicadores http://comunicadores.info/

Simply Measured http://simplymeasured.com/blog/

Net-Savvy Executive http://net-savvy.com/executive/

Viral Blog http://www.viralblog.com/

Winning the internet http://www.netrootsfoundation.org/blog/

1000 heads http://1000heads.com/

Advertising Lab http://adverlab.blogspot.com/

Fresh Networks http://www.freshnetworks.com/blog/

Life. Then Strategy http://www.markpollard.net/

Pense Planner http://www.penseplanner.com

Marketing na Cozinha http://marketingnacozinha.com.br/

Na falta de um job http://nafaltadeumjob.posterous.com/

Cinara Moura http://mouracinara.com/

Action in a Minute (Ogilvy) http://actioninaminute.posterous.com/

Adivertido http://adivertido.com/

Ad Age http://adage.com/

Adverblog http://www.adverblog.com/

Invisible Red http://invisiblered.blogspot.com/

Smart Insights http://www.smartinsights.com/

Viu Isso? Michel Lent http://www.viuisso.com.br/

Puta Sacada http://www.putasacada.com.br/

Hello You Creatives http://helloyoucreatives.com/

 

Tendências, cultura, pop

Brain Pickings http://www.brainpickings.org/

Curiosity Counts http://curiositycounts.com/

Exp.lore http://exp.lore.com/

BBH Labs http://bbh-labs.com/

Conector http://www.oesquema.com.br/conector/

Update or Die! http://www.updateordie.com/

Boing Boing http://boingboing.net/

Emergent by Design http://emergentbydesign.com/

Wired (Tumblr) http://wired.tumblr.com/

Trendroom http://trendroom.com.br/

Open Culture http://www.openculture.com/

Danger! http://danger.updateordie.com

Fast Company http://www.fastcompany.com/

Feeling the blank http://feelingtheblank.com/

Follow the colours http://followthecolours.com.br/

Futureful Blog http://www.futureful.com/

Seth Godin http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/

io9 http://io9.com/

PSFK http://www.psfk.com/

Ideas, Insights, Inspiration http://danielmejiagomez.tumblr.com/

Made by Many http://madebymany.com/blog

NextNess http://nextness.com.au/

Obvious Mag http://obviousmag.org/

One TED a day http://onetedaday.tumblr.com/

Pablo Marques http://pablomarques.tumblr.com/

Ponto Eletrônico http://pontoeletronico.me/

Ricardo Lombardi http://blogs.estadao.com.br/ricardo-lombardi/

Springwise http://www.springwise.com/

Swiss Miss http://www.swiss-miss.com/

TED http://www.ted.com/talks/list

The 99 percent http://the99percent.com/

The Minimalists http://www.theminimalists.com/

Thought You Should See This http://www.thoughtyoushouldseethis.com/

Thought Catalog http://thoughtcatalog.com/

Trend Hunter http://www.trendhunter.com/

Trend Watching http://www.trendwatching.com/

WGSN http://www.wgsn.com/

Umair Haque http://blogs.hbr.org/haque/

Caldinas http://www.caldinas.com.br/

Juliana Cunha http://julianacunha.com/blog/

The Worst Kind of Thief http://tarrask.com/blog

Inagaki http://pensarenlouquece.com/

Trabalho Sujo http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/

Boa Ideia http://boaideia.tumblr.com/

Circulador http://circulador.wordpress.com/

DeCoração Blog http://decoracaoblog.com.br/

 

Jornalismo, tecnologia e negócios

Blog do Google Brasil http://googlebrasilblog.blogspot.com/

Blog do Google http://googleblog.blogspot.com/

Blog do Google Varejo http://googlevarejo.blogspot.com/

Think Insights http://www.thinkwithgoogle.com/insights/

Think Quaterly http://www.thinkwithgoogle.co.uk/quarterly/index.html

Blog do Link http://blogs.estadao.com.br/link/

De repente http://derepente.com.br/

Google Discovery http://googlediscovery.com/

TechCrunch http://techcrunch.com/

Tiago Dória http://www.tiagodoria.ig.com.br/

The Next Web http://thenextweb.com/

 

Aplicativos, plataformas, gadgets

Daniel Gonzales http://blogs.estadao.com.br/daniel-gonzales/

Lifehacker http://lifehacker.com/

Smarterware http://smarterware.org/

What's New http://br.wwwhatsnew.com/

LikeCool http://www.likecool.com/

Useful Tools http://www.usefultools.com/

Beta List http://betalist.tumblr.com/

Educação, psicologia, política

E-learn Space http://www.elearnspace.org/blog/

Igov Brasil http://www.igovbrasil.com/

Technosociology http://technosociology.org/

Tecnologia Educacional http://enioaragon.wordpress.com/

Mind Hacks http://mindhacks.com/

Mind Shift http://mindshift.kqed.org/

Mundoutro http://ninasantos.com.br/mundoutro/

Psychology Today http://www.psychologytoday.com/

 

AI, design, usabilidade, dataviz

Arquitetura da Informação http://arquiteturadeinformacao.com/

Melina Alves http://www.melinaalves.com/

Design de serviços http://designdeservicosbrasil.blogspot.com/

Information is Beautiful http://www.informationisbeautiful.net/

 

Em breve publico: parte 2 - pessoas para seguir no Twitter, parte 3 - melhores posts que já li e parte 4 - meus cases favoritos. ;)

28 Feb 2012

Board of Awesomeness - o skate controlado pela força do pensamento

originalmente publicado em Update or Die

A CM.Labs, braço de experimentações da Chaotic Moon, desenvolveu um skate motorizado que pode ser controlado só com a força do pensamento. O Board of Awesomeness decodifica os sinais do seu cérebro e conduz o skate para a direção que você deseja ir. Também dá pra aumentar ou reduzir a velocidade, bem como decidir a hora de parar:

 Além da diversão de andar em um skate assim, é interessante pensar que em breve esta tecnologia pode ser melhorada e adaptada para outras plataformas  e sistemas, e ter várias outras aplicações. E, ainda que com propósitos diferentes, isso também me lembrou das pesquisas do neurocientista Miguel Nicolelissobre a interface cérebro-máquina. Ok, aí fiz correlações demais, né? :)

via PSFK.

 

27 Feb 2012

Take it Easy - um guia para se livrar do stress (1957)

originalmente publicado em Update or Die!.

Take It Easy é um guia da seguradora Connecticut Mutual para “evitar as tensões do dia-a-dia “, publicado em… 1957.

As imagens apontam algumas situações do cotidiano, como cuidar das crianças ou atender mil ligações no trabalho, que são indícios dessas tensões. Mas o que é interessante é observar que, em essência, nossas tensões atuais são as mesmas desde sempre – pouca coisa mudou nos 55 anos que nos separam do guia.

Substitua a quantidade de ligações das imagens pelos e-mails na sua inbox: podemos ter melhores gadgets, aplicativos ou gerenciadores de tempo mas, grosso modo, continuamos com as mesmas causas de stress daquela época (ou desde as cavernas?).

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A pérola foi encontrada por Will Schofield e publicada em seu ótimo blog sobre referências visuais e ilustrações de livros, o 50 Watts.

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Mais imagens aqui.

via Curiosity Counts

 

22 Feb 2012

O que você faz quando não sabe que ônibus pegar?

originalmente publicado em Update or Die!.

“O que você faz quando não sabe que ônibus pegar? E se não tiver ninguém pra perguntar?”

Shoot the Shit é um coletivo criativo que quer transformar Porto Alegre em uma cidade melhor, através de projetos simples, mas ambiciosos. O coletivo já foi notícia ao transformar a cidade na capital nacional do golfe, em uma crítica ácida às ruas esburacadas da cidade.

E recentemente lançou um novo projeto, o Que Ônibus Passa Aqui?, para deixar as paradas de ônibus mais informativas, que causou polêmica na cidade. A proposta é simples: um adesivo com um grande espaço em branco, em que as pessoas poderiam preencher com as linhas de ônibus que passam no local.

Com o financiamento obtido via Catarse, os primeiros adesivos começaram a ser colocados e… a Prefeitura de Porto Alegre não gostou, alegando que a adesivagem ilegal do mobiliário poderia ser enquadrada como “depredação urbana” e “vandalismo”.

A reação popular foi óbvia e o movimento chamou a atenção da mídia local, o que estimulou um importante (e inusitado?) passo: a Prefeitura deu o braço a torcer e decidiu abraçar a ideia, oficializando a ação. Em parceria com a Shoot, será desenvolvido um modelo de informativo útil para afixar nas mais de 5 mil paradas de ônibus da cidade.

Em tempo: o projeto está disponível para ser adaptado em outras cidades, a exemplo de Manaus:)

 

10 Dec 2011

Como lidar com a procrastinação - You Are Not So Smart

 

Trailer do livro You Are Not So Smart, uma visão psicológica sobre um dos maiores males modernos: a procrastinação. Particularmente, acho esse tipo de trailer um recurso muito foda pra divulgar livros. Fiquei com vontade de comprar. :)

via @trabalhosujo

5 Sep 2011

Medindo a influência nas mídias sociais - entrevista

Há algum tempo, o Tarcízio Silva me convidou para participar de uma série de entrevistas sobre influência em mídias sociais, a ser publicada em seu blog. Agradeço o espaço concedido por ele e republico o conteúdo aqui. Na entrevista, falei um pouco sobre a minha experiência na campanha eleitoral de 2010 e também sobre o que defino como influência (essa palavrinha mágica). Para quem tiver interesse, as outras entrevistas podem ser conferidas aqui.

A décima entrevista foi realizada com Mariana Oliveira, Analista de Pesquisa e Métricas em Mídias Sociais na Talk Estratégias Digitais. Participou da campanha presidencial online de 2010, nas estratégias de Monitoramento e Métricas do candidato José Serra. Estuda as intersecções entre comunicação e internet, em especial as redes, política e comportamento e bloga no marianarrpp.com, além do Dossiê Alex Primo, no Blog Mídias Sociais e no Blog da Talk.

O que define a influência nas mídias sociais, para você? Qual a importância de medi-la?
Pra mim, é impossível separar influência de outras duas palavras: contexto e público. Influente para que público? Em que situação? Uma pessoa considerada influente no Twitter pode estar associada a um grupo (blogueiras de moda, por exemplo) e não exercer nenhuma influência em outros grupos. Então creio que só podemos identificar os “influentes” nas mídias sociais depois de delimitarmos qual público desejamos atingir. Partindo desse mapeamento, a influência é a capacidade de propagar uma mensagem para um grupo específico, seja para esclarecer ou engajar, abrigando variáveis como confiança e credibilidade. É uma forma de poder/autoridade em alguma área, fruto do reconhecimento público, e que pode ser determinante em diversas situações, como processos de decisão de compra, por exemplo.

Como é o trabalho de análise e monitoramento das mídias sociais em eleições? Quais as diferenças?
Nas eleições de 2010, o trabalho de análise e monitoramento de mídias sociais serviu como uma espécie de “bússola” para as estratégias digitais das campanhas, buscando oportunidades de interação e orientando ações de engajamento (call-to-actions). Para efeito de comparação, a equipe de monitoramento analisa os índices dos três principais candidatos, identificando os atores em destaque de cada situação e analisando de que maneira se davam as relações entre eles. Além da análise de sentimento, outros dados são considerados ara análise: principais assuntos de interesse dos públicos envolvidos (detratores, ativadores, questionadores, etc), influenciadores em determinados grupos e, principalmente, os eleitores “em dúvida”, que estavam em busca de informações que definiriam seu voto.
Além de nortear a estratégia principal, o monitoramento permite estar atento às estratégias alheias, sendo fundamental na gestão de crises em campanhas políticas. Por exemplo: se havia suspeita de um “twittaço” marcado para o dia X, era possível preparar as bases de ativadores para reagir.

As eleições de 2012 estão chegando e imagino que a necessidade de segmentar a análise dos perfis vai ser ainda mais importante. O que você espera do mercado e das práticas de análise e métricas de mídias sociais para o próximo ano?
Eu espero que a área de monitoramento e métricas de mídias sociais contribuam, nas eleições de 2012, de maneira mais focada na prevenção do que na reação. Antever as crises, possibiltando o planejamento de diversos cenários e, assim, não ficar “correndo atrás da máquina” reagindo às campanhas dos adversários.
Uma das maiores dificuldades é o fluxo de informação: “encontrei uma informação valiosa num blog, para quem eu passo?”. O processo é tão cheio de empecilhos que até chegar a quem deveria, já se foi o momento. Assim, a melhoria nos processos e fluxos da informação ainda é uma das coisas que eu espero do mercado, para que estes dados provenientes das práticas de análise/métricas sejam apresentados e façam algum sentido, e não fiquem presos em algum relatório jamais lido.

Analistas de comunicação digital terão, algum dia, um escore básico e consensual no mercado para se basear? O Klout Score está tentando virar esse índice padrão, mas será que ele – ou qualquer outro – conseguirá?
Posso ser pessimista, mas creio que não. Acreditar em um escore consensual é ignorar duas etapas importantes:
- desconsiderar as transformações diárias que o mercado de comunicação digital sofre, como mudanças nas APIs ou nos mecanismos de busca, adoção de novas práticas em redes já estabelecidas (como o Facebook), surgimento de novos sites/redes de influência, etc.
- descontextualizar o cliente, ignorando algumas razões para aquele índice. Como exemplo, lembremos da Arezzo que, há pouco tempo, ganhou subitamente muitos fãs/seguidores por causa do ocorrido com a coleção de peles. Com certeza seu índice de influência cresceu (muitos seguidores, menções, RTs), mas esse escore é capaz de identificar o contexto desse crescimento?
Acredito que os índices como o Klout e PeerIndex possam ser um bom ponto de partida para a análise de influência, mas em seguida devem abrir um leque de possibilidades para transformar esse número em algo que tenha significado no contexto do cliente. Se meu cliente é um político e eu lhe digo que seu Klout é 55, isso não diz muita coisa se não for comparado a outros políticos, seguido de uma análise de conteúdo do perfil, ou ao menos acompanhado de uma minuciosa análise de sentimento. Já vi casos em que o índice do Klout é super alto e 98% das menções são negativas. Que tipo de influência é essa que estamos procurando, se desacompanhada de dados que possam ter significado?

Que avanços futuros você vislumbra para a mensuração e monitoramento das mídias sociais?
Mais do que o surgimento de novas ferramentas ou índices-padrão, eu espero que seja possível entender mais de comportamento humano, cruzar esses dados e estabelecer padrões que nos ajudem a compreender como isso se reflete nas mídias sociais.

 

10 Aug 2011

Testando o google music beta

Acabo de receber convite  para um dos projetos do Google que mais me chamou atenção nos últimos meses (não é o Google+, espertinho!): o Music Beta. Anunciado em maio deste ano em uma conferência de desenvolvedores e aclamado como o "iTunes/Grooveshark killer", o serviço estava em testes e restrito a usuários nos EUA. Há poucos dias começaram a liberar a entrada de novos usuários, inclusive brasileiros. E, ao contrário do Google+, dessa vez o Google me surpreendeu.

A proposta do Music Beta é a seguinte: assim como o iTunes, o serviço centraliza todas suas músicas em um único lugar. A diferença é que suas músicas no Music Beta ficam na "nuvem", o que significa que você pode escutá-las onde quiser - inclusive no seu smartphone Android. Sim, eu sei que Steve Jobs há pouco lançou o iCloud, que também coloca tudo o que você quiser em nuvem. Mas a facilidade de não precisar instalar nada, nenhum software ou aplicativo, conta pontos pro Google. Está no PC do trabalho? Music Beta. Tudo em uma aba, sem necessidade de ficar atualizando versões. Na verdade, o Google Music é muito mais parecido com o Grooveshark ou Spotify, sites bem conhecidos de compartilhamento de música via streaming, que já foram tema de post no Dossiê.

Mas vamos aos motivos: por que eu gostei do Music Beta?

  • Facilidade para ouvir músicas onde eu quiser, em qualquer computador ou celular;
  • Ao se cadastrar, você recebe cerca de 200 músicas free, de acordo com estilos musicais que você escolhe;
  • Você pode fazer upload de toda sua biblioteca através de uma ferramenta simples chamada Download Music Manager, que só precisa ser utilizada uma vez: depois disso ela atualiza sua biblioteca automaticamente;
  • A interface da biblioteca é organizada e inteligente (apesar de não ser nada bonita), e o sistema de buscas é ótimo;
  • Você pode marcar músicas com um simples "thumbs up", que automaticamente cria uma lista com suas preferidas;
  • A criação de playlists personalizadas é muito intuitiva;
  • As Instant Mixes são playlists inteligentes que o Music Beta cria pra você com base em uma única música. Você dá como exemplo "All you need is love" e recebe uma playlist mix com 25 músicas relacionadas.
  • Você pode integrar ao browser (Chrome, é claro) e baixar algumas extensões que deixam o serviço ainda melhor, como a Music Plus, que além de adicionar um botão de download (gratuito) em tudo, possibilita notificações em HTML5 quando troca a música, acompanhamento da letra da música, sincronização do scrobble de suas músicas com o perfil no Last.FM, entre outros. O surgimento de novas extensões pode tornar sua experiência ainda mais rica.
  • O streaming é leve, pesa pouco na navegação e não fica "trancando", como no caso do Grooveshark e similares. Ah, e também não tem anúncios :);
  • Ainda comparando com o Grooveshark e o Spotify, que vivem em guerra com gravadoras e seguidamente perdem algumas músicas do seu catálogo: como no Music Beta é você que faz upload das suas músicas, esse problema não existe.

O que tira a empolgação:

  • A interface não é muito agradável visualmente, é tudo meio retangular, com cores "tristes" (muito cinza). Mas layout, definitivamente, nunca foi a praia do Google. No GooglePlus eles acertaram, mas dizem por aí que teve dedo de algum ex-funcionário da Apple para deixar tão harmônico.
  • Outro problema clássico do Google: compartilhamento. Ao contrário do Grooveshark, não há como enviar suas músicas para o Facebook/Twitter, nem criar playlists compartilhadas.
  • Também em comparação ao Grooveshark e ao Last.FM, não há listas de "mais ouvidas" por outros usuários. É como se você fosse uma ilha.
  • Não existem "estações" em que você pode ouvir músicas e descobrir coisas novas, como no Last.FM. O Stereomood, por exemplo, é um site só de estações musicais de acordo com seu humor.
  • O seguro morreu de velho: não é porque suas músicas estão em nuvem que você deve apagá-las do seu HD, certo? É melhor manter na nuvem como uma espécie de backup, que você pode acessar também via smartphone.
  • Não se sabe se vai ser pago... a versão beta, por enquanto, é gratuita.
  • O Google vai saber ainda mais sobre você.

Enfim, como qualquer serviço beta, ainda há muito o que melhorar. É claro que não estamos falando de nada definitivo, mas acredito que o Google Music Beta será um marco na indústria de música online. E você, o que achou?

PS: Obrigada @elyndo pelo convite :)

 

29 Jul 2011

Em busca da emoção perdida

Um recente artigo da University of Indiana, chamado "Happiness is assortative in online social networks", trouxe uma reflexão interessante sobre quais são os fatores que nos conectam nas redes sociais. Através de uma extensa pesquisa que contou com a análise da timeline de 102 mil usuários de Twitter durante seis meses, os pesquisadores concluíram que as redes sociais tendem a favorecer conexões entre pessoas com características similares e com valores parecidos. Essa propensão à conexão não se refere somente a fatores como idade, raça ou localização, mas também relaciona-se com fatores psicológicos como solidão ou felicidade.

Até aí, nenhuma novidade. Na "vida offline", isso já acontece, certo? É só lembrar do provérbio "diga-me com quem andas que te direi quem és". Somos influenciados pelas nossas conexões e tendemos a nos relacionar com quem compartilha semelhanças conosco, formando grupos orientados por diversos fatores físicos e psicológicos. Existem vários estudos nessa linha, e Nicholas Christakis é um dos pesquisadores que trouxe contribuições valiosas na ciência das conexões, através do livro Connected - The Surprising Power of Our Social Networks.

Voltando à pesquisa de Indiana, os pesquisadores também chegaram a essa mesma conclusão: "nossos resultados implicam que as redes sociais online devem ter o mesmo padrão de organização que coordena as redes sociais offline." Em outras palavras, indivíduos felizes tendem a se conectar com outras pessoas também felizes - tanto online quanto offline.

Porque não usar o conhecimento acadêmico para aplicar nas estratégias de mídias sociais?

A Fast Company trouxe um insight interessante em relação à aplicação prática dessa pesquisa acadêmica: os perfis corporativos no Twitter. A pesquisa nos ajuda a entender o processo de formação de agrupamentos em redes sociais - neste caso, o Twitter - e o quanto isso tem a ver, entre outros fatores, com o compartilhamento de sentimentos positivos e negativos. A pergunta que fica é: e se os perfis corporativos fossem menos frios, duros e informacionais e se tornassem mais... emocionais? Já falei sobre o assunto em outro post e dei o exemplo do perfil @pontofrio, que é atualizado por uma equipe in company. Para não só evitar o unfollow, mas também criar relacionamentos baseados em sentimentos positivos, a experiência de adotar uma postura mais "humana" e emocional aos tweets pode ser bem interessante e trazer bons resultados.

25 Jun 2011

Principais razões para unfollow e unlike

Pense comigo: quantos perfis corporativos você segue no Twitter? Poucos, né? Em geral eles são chatos e você só começa a seguir por causa de uma promoção – desconsidere isso se você é um fã da marca em questão, é claro.

E no Facebook, você deu “like” em quantas marcas? Esses dias eu estava pensando: essa recente modificação no algoritmo da “home” do Facebook fez com que você receba as atualizações apenas dos amigos com quem você mais interage. (Não acredita? Vá até o final da página no facebook e clique em “editar opções”. A opção padrão é “mostrar feed dos amigos e páginas que mais interagem com você”).

Além das consequências “bolha” que essa configuração do Facebook pode nos trazer (isso é tema pra outro post), isso também significa que, se você deu “like” mas não interage muito com a marca, ela não irá aparecer no seu feed – o que, do ponto de vista da empresa, é péssimo.

Sou declaradamente fã da abordagem do @pontofrio no Twitter, que na minha opinião quebra essa nossa mesmice corporativa. Mas já existem milhares de posts com dicas de como conseguir seguidores e manter um perfil com qualidade, blá blá, certo? Resolvi trazer aqui um outro lado que também importa muito: você até conseguiu o follow do cliente, mas ele foi embora. Por quê?

Principais razões para unfollow

Estudo da Exact Target em parceria com o CoTweet elenca as 5 principais razões para que a gente dê unfollow em um perfil corporativo. São elas: conteúdo repetitivo, auto-promoção demais, excesso de postagens, falta de promoções interessantes, conteúdo irrelevante… e por aí vai.

Screen-shot-2011-03-03-at-10

E no Facebook? Por quê as pessoas dão “unlike”?

Facebook-dislike-chart

23 Jun 2011

Ginástica para o cérebro

 

Luminosity é uma start-up de São Francisco que faz "jogos para o cérebro", fundada em 2007, e que acabou de receber um investimento de U$ 32mi em novos fundos. Inicialmente, os primeiros investidores acharam que os jogos eram direcionados para um nicho bem específico: pessoas com Mal de Alzheimer e outros problemas cognitivos. Mas aos poucos perceberam que a demanda de pessoas que querem que o seu cérebro "trabalhe melhor" era maior do que imaginavam: mais de 14 milhões de pessoas já se cadastraram no site ou baixaram os aplicativos para iPhone.

O site oferece 40 tipos de jogos que desenvolvem nossas habilidades cognitivas e, apesar de aparentemente fáceis e simples, são desenvolvidos para melhorar a concentração, focar em um problema até que ele seja resolvido, aperfeiçoar a memória, entre outros. Alguns jogos são gratuitos, mas a partir de um determinado estágio, a inscrição custa U$14,95 por mês.

E porque pagamos?

O CEO da Luminosity, Kunal Sarkar, diz que a tendência de "ginástica para o cérebro" acompanha a macrotendência de viver melhor: fazer exercícios físicos regularmente, preferir comida orgânica, praticar yoga, etc. A neurociência já confirma que nossas habilidades cognitivas não são estáticas: podemos treinar o cérebro para que fique mais inteligente e forte e, portanto, trabalhe melhor. Por que não exercitá-lo também?

Particularmente, pra mim, essa tendência também tem a ver com o mundo de atenção fragmentada, em que estamos cada vez mais distraídos, com dezenas de abas abertas no navegador e incapazes de ler uma página até o fim. A existência de diversos softwares distraction-free, como o Ommwriter, também complementa essa tendência. Estamos desesperadamente em busca da concentração (faça uma busca por "foco" no Twitter e veja quantos estão clamando por ele). Se ginástica para o cérebro ajuda, vamos lá:neurônios à obra.

A habilidade mais valiosa é a de aprender

Para fechar, uma importante reflexão de Sarkar: "A Luminosity não ensina nada específico a você, mas facilita seu aprendizado de coisas novas, o que é muito mais importante". Que a gente nunca perca nossa habilidade de aprender!

 

via Fast Company

 

 

Mariana Oliveira's Space

passionately curious.